• Miguel Boente

ARTIGOS DO MIGUEL BOENTE: SAÚDE X ECONOMIA, DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?

Atualizado: Mar 27


Amigos do Blog de olho na cidade, primeiramente gostaria de agradecer a Deus por mais este momento em minha carreira como comunicador, agradecer ao amigo Gerson Almeida pela parceria, tanto na Web Rádio Gamboa e agora também em seu blog, mas vamos ao que interessa.


Desde o pronunciamento do senhor presidente da república Jair Messias Bolsonaro em cadeia nacional de televisão e rádio na noite do dia 24 de março que um debate "desnecessário" foi estabelecido no país e virou mais um motivo de guerra de nervos em redes sociais.


Ao contrário do resto do mundo, e também das diversas autoridades estaduais e municipais, e até contra as recomendações do seu ministro da saúde, o senhor Bolsonaro cometeu um ato de extrema irresponsabilidade ao sugerir que os comércios e as escolas fossem reabertos, e mais, que não havia problema de crianças irem as escolas, pois as mesmas não faziam parte do grupo de risco do Coronavírus. Pois bem, temos que destacar alguns pontos sobre o pronunciamento do presidente a respeito dos fatos, para por na balança o que vale mais neste momento, se é o confinamento e a tentativa de permanecer saudável "mesmo tendo dificuldades financeiras" ou ir pra campo, ir em busca do sustento e correr o risco não só de adoecer, mas também adoecer outros membros da família.


A acalorada discussão nas redes sociais dão conta que algumas pessoas preferem o isolamento social para que a curva do gráfico acendente dos casos de contaminação seja achatada "ou seja, quanto mais pessoas fora do convívio social, menos chances do vírus se proliferar", já outras, acham que o presidente está correto, que temos que retomar nossas vidas pois a economia não pode parar.


Será que não estamos minimizando essa discussão, ou polarizando de forma errada? Quando o presidente aponta que a solução do momento é ir para as ruas, reabrir comércios e escolas, ele na verdade cria uma "distração" que engana a muitos, pois enquanto as pessoas se matam em redes sociais discutindo saúde x economia, um ponto fundamental não é se quer mencionado, que é a cobrança de políticas públicas da parte dos governos em todas as esferas para que se amenize a crise econômica e social até que se ache uma solução para o problema do corona "como a vacina por exemplo".


Neste país se perde muito tempo com discussões inúteis e se discute quase nada o que realmente importa. Outra coisa que é peculiar ao nosso povo é o popular 8 ou 80, ou seja, o radicalismo nas opiniões, não existe bom senso e nem meio termo, e no caso das narrativas sobre quem tem razão, se são os que querem permanecer em quarentena e os que não querem o que deu pra perceber foi a falta de compreensão e argumentação quando se diz "há, se os serviços pararem quem vai cuidar nos hospitais, quem vai trazer o alimento pras cidades?" Ou então "já que eu vou trabalhar, você tem que ir também!" Isso é o popular 8 ou 80, pois existem serviços e serviços.


É claro que serviços básicos como saúde, assistência social, limpeza da cidade dentre outros não pode parar, mas em contra partida existem outros que se quer podem ser cogitados de serem retomados no momento.


Nos esportes por exemplo, alguém imagina um estádio cheio e um grande clássico do futebol brasileiro reabrindo a temporada neste momento? Claro que não! Pois além de ser um aglomerado de pessoas, os estádios em geral estão sendo cedidos para servir como base hospitalar no auxilio ao combate do coronavírus.


Então qual a solução? O meio termo! Ou seja, nem ficar todo mundo de quarentena e nem todo mundo sair dela. Todo aquele que puder estar em confinamento, tiver essa condição, as garantias necessárias que assim o faça, e quem tiver que trabalhar que trabalhe. Não que a vida daquele que trabalha seja menor em importância em relação aquele que está em casa, mas justamente pelo fato de que alguns serviços precisam continuar.


Devemos entender que num universo de dez pessoas, se seis puderam ficar em casa e quatro trabalharem, estaremos diminuindo em 60% as chances de um aumento no número de novos casos no país.


E não adianta dizer que quem está em grupo de risco fica em casa e quem é são que trabalhe, pois não sabemos quem é quem, e quem está contaminado. Eu por exemplo posso deixar uma mãe ou avó em casa que é do grupo de risco, ir trabalhar, e ser contaminado por um funcionário que está com coronavírus e ao chegar em casa eu passo a contaminação pro meu parente do grupo de risco e essa pessoa vem a óbito, e aí, é certa essa teoria de que o grupo de risco fica em casa e os sãos vão pro trabalho?


Quem tem uma pessoa do grupo de risco em casa deve se considerar como sendo de risco também, talvez não para si "pois como o ministro Mandetta mesmo falou, muitos brasileiros pegam o coronavírus e se quer manifestam sintomas" mas acaba sendo de risco para o próximo.


A palavra do momento não é pânico nem histeria, mas sim cautela!

"Permaneçam em suas casas".


POR MIGUEL BOENTE

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