INCÊNDIOS FLORESTAIS NA AUSTRÁLIA, MAIS DOIS DESAPARECIDOS, PELO MENOS 24 PESSOAS MORRERAM.

Pelo menos 24 pessoas morreram e cerca de duas mil casas ficaram destruídas no estado de Nova Gales do Sul, no sudeste da Austrália. Mais duas pessoas foram dadas como desaparecidas.

As autoridades australianas informaram esta segunda-feira que mais duas pessoas foram dadas como desaparecidas no estado de Nova Gales do Sul, quando a chuva e temperaturas mais baixas trouxeram algum alívio na luta contra os incêndios.


A chuva também tornou mais difícil algumas queimadas controladas pelos bombeiros, que se preparam para temperaturas mais altas previstas para o final da semana.

Pelo menos 24 pessoas morreram e cerca de duas mil casas ficaram destruídas no estado mais populoso, no sudeste da Austrália, onde 135 fogos continuam a arder, incluindo quase 70 por controlar.


Os bombeiros alertaram já que a chuva não será suficiente para apagar os maiores incêndios antes de as condições se deteriorarem mais uma vez durante a semana.

"As condições atmosféricas mais benignas representam um alívio para todos, bombeiros, pessoal dos serviços de emergência, mas também comunidades afetadas por estes fogos", disse o comissário para o serviço de incêndios rurais de Nova Gales do Sul, Shane Fitzsimmons, aos jornalistas.


"No entanto, é também um desafio para a aplicação de queimadas táticas e estratégicas e outras técnicas para tentar controlar estes fogos", acrescentou.


A chefe de governo de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, adiantou que mais duas pessoas foram dadas como desaparecidas.

No sábado, o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirmou que ia enviar três mil militares na reserva para o combate às chamas e prometeu 20 milhões de dólares australianos (12,4 milhões de euros) para alugar meios aéreos de combate a incêndios ao estrangeiro.


As medidas anunciadas não foram suficientes para calar os críticos, que acusaram Morrison de ter sido muito lento na resposta à crise.


A Austrália regista todos os anos incêndios florestais, mas este ano as chamas chegaram mais cedo, alimentadas pela seca e um verão muito quente e seco.


Para os cientistas, o aquecimento global é um dos principais fatores desta crise, bem como plantas muito secas e ventos fortes.


Expresso

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